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Como a atuação em Squads acelerou a evolução de uma plataforma Free Flow

  • Foto do escritor: Muralis
    Muralis
  • há 1 dia
  • 5 min de leitura

Em projetos de tecnologia de alta complexidade operacional, o modelo de atuação faz tanta diferença quanto a solução técnica entregue. Neste projeto, a Muralis atuou com uma squad dedicada a apoiar a evolução do ecossistema de cobrança Free Flow, estruturando camadas de captura, processamento, integração, gestão e cobrança de passagens veiculares.


A iniciativa nasceu de um desafio claro: transformar uma solução inicialmente desenhada para um cenário específico em uma arquitetura preparada para escala, flexível o suficiente para atender diferentes concessões e integrada a ambientes internos e externos.

Antes de executar, entender


Um dos grandes diferenciais da atuação da Squad da Muralis foi a postura consultiva desde o início do projeto. Antes de iniciar o desenvolvimento, o time buscou compreender o cenário existente, entender o funcionamento do ecossistema Free Flow, mapear as dependências técnicas e operacionais e levantar os requisitos necessários para direcionar as ações com clareza.

Essa etapa inicial foi fundamental para que as decisões não fossem tomadas apenas com base em demandas isoladas, mas sim a partir de uma visão abrangente do fluxo de negócios. A squad analisou como as passagens eram capturadas nos pórticos, como deveriam ser processadas, quais integrações seriam necessárias e quais pontos precisavam evoluir para que a solução ganhasse flexibilidade, estabilidade e capacidade de expansão.


Com esse entendimento, a Muralis conseguiu organizar o trabalho em frentes bem definidas, priorizar as ações mais relevantes e conduzir a evolução da plataforma com foco em valor, não apenas em entrega técnica.


O cenário inicial

Antes da atuação da squad, já existia uma camada de registro, gestão e cobrança, mas ela havia sido criada para atender a um contexto específico. Isso limitava sua reutilização em outras operações e reduzia a flexibilidade para expansão.


Além disso, era necessário estruturar uma camada intermediária capaz de receber as passagens capturadas nos pórticos Free Flow, processar essas informações, identificar inconsistências e encaminhar os dados tratados para a etapa seguinte do fluxo.


Na prática, o ecossistema precisava ser organizado em três grandes momentos:


  • Camada de captura nos pórticos, responsável por detectar a passagem dos veículos, coletar imagens, placa, TAG, data, hora e identificação do pórtico.


  • Camada de processamento e validação, responsável por receber as passagens, classificar as transações, identificar anomalias e preparar os dados para a continuidade do fluxo.


  • Camada de registro, gestão e cobrança, responsável por registrar as transações, encaminhá-las aos meios de pagamento e disponibilizar recursos de consulta, gestão e monitoramento.


A atuação da Muralis

A Muralis entrou no projeto com uma squad dedicada, combinando gestão, liderança técnica, desenvolvimento e práticas de qualidade. Mais do que assumir uma lista de atividades, a squad atuou para compreender a necessidade do negócio, traduzir essa necessidade em requisitos técnicos e direcionar as ações de forma estruturada.


Na primeira frente, a squad atuou na refatoração das camadas de registro, gestão e cobrança. O objetivo foi transformar uma estrutura inicialmente voltada a uma operação específica em uma solução configurável por concessão, com maior desacoplamento e capacidade de reutilização.


Na segunda frente, a Muralis desenvolveu a camada de processamento e validação, responsável por receber as passagens provenientes da camada de captura nos pórticos. Essa nova etapa passou a classificar transações, detectar anomalias, como TAG inválida, divergência de categoria e passagens duplicadas, além de rotear corretamente as passagens para as etapas de registro e cobrança.


A squad também contribuiu para a evolução do portal de gestão, com novas telas para consulta, correção e manipulação de passagens, além de dashboards e relatórios. Com isso, a operação passou a ter maior visibilidade dos dados, maior capacidade de acompanhamento e melhores condições para a tomada de decisão.


O que mudou com a solução

Com a evolução conduzida pela Muralis, o ecossistema passou a contar com uma arquitetura mais desacoplada, integrável e preparada para múltiplos cenários operacionais. A comunicação via mensageria fortaleceu a integração com sistemas externos, enquanto a organização em camadas trouxe mais clareza ao fluxo de processamento das passagens.


A camada de processamento e validação passou a atuar como um filtro inteligente entre a captura realizada nos pórticos e a etapa de registro e cobrança. Isso aumentou a confiabilidade das informações trafegadas, reduziu as inconsistências e permitiu um tratamento mais estruturado das exceções.


Já a camada de registro, gestão e cobrança ganhou uma estrutura mais flexível, capaz de ser configurada para diferentes concessões. Esse ponto foi essencial para tornar a solução mais escalável e preparada para expansão.


Além disso, a evolução do portal trouxe ganhos diretos para a operação, permitindo consultar passagens, corrigir informações, manipular registros, acompanhar indicadores e visualizar métricas por meio de dashboards e relatórios.


O diferencial de atuar com Squads

O grande diferencial desse projeto foi o modelo de atuação em squad. Em vez de trabalhar de forma fragmentada, a Muralis organizou uma equipe dedicada, multidisciplinar e orientada a entregas contínuas.


Esse formato favoreceu a proximidade com o negócio, a rápida adaptação às necessidades do projeto e a evolução incremental da solução. As atividades foram conduzidas em ciclos de duas semanas, com planejamento, desenvolvimento, testes, validação e revisão das entregas.


Mas o ponto mais importante é que a squad não atuou apenas como executora. Ela teve papel ativo na compreensão do cenário, no levantamento de requisitos, na identificação dos principais desafios e no direcionamento das ações. Essa forma de trabalho permitiu que a solução fosse construída com mais assertividade, reduzindo retrabalho e conectando melhor as entregas técnicas aos objetivos do negócio.


A squad também adotou práticas de engenharia importantes para sustentar o crescimento da plataforma, incluindo testes unitários e de integração, cobertura mínima de qualidade, pipelines automatizados, integração contínua, entrega contínua e infraestrutura como código.


Esse modelo permitiu que a Muralis entregasse mais do que apenas desenvolvimento técnico. A squad contribuiu com arquitetura, governança, qualidade, visão de produto e capacidade de execução. O resultado foi uma solução mais madura, escalável e alinhada às necessidades operacionais do Free Flow.


O principal ganho foi transformar uma solução antes mais limitada em uma plataforma flexível, configurável e preparada para expansão. A partir da atuação da Muralis, o ecossistema passou a suportar melhor diferentes concessões, a integrar-se a ambientes externos, a processar passagens com mais controle e a oferecer maior visibilidade operacional.


Mais do que uma entrega técnica, o projeto mostra o valor de atuar com squads: times focados, próximos do desafio, com autonomia, responsabilidade de ponta a ponta e capacidade de gerar impacto real no negócio.


Projetos complexos exigem mais do que tecnologia.

Exigem organização, colaboração, visão sistêmica e capacidade de execução. A atuação da Muralis em squad demonstrou como um time dedicado pode acelerar a evolução de uma solução, reduzir complexidades, aprimorar integrações e preparar uma plataforma para crescer.


Neste caso, o diferencial começou antes mesmo do desenvolvimento: na capacidade da squad de compreender o cenário, levantar requisitos, estruturar prioridades e direcionar as ações certas. A partir desse entendimento, a Muralis conseguiu estruturar a camada de processamento e validação, refatorar as camadas de registro, gestão e cobrança e evoluir o portal operacional.


O resultado foi uma base mais sólida para o futuro do Free Flow e uma demonstração clara de que, quando uma squad atua de forma integrada, próxima e orientada a valor, a tecnologia deixa de ser apenas entrega e passa a ser transformação.



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